O vocabulário do framework, em definições curtas e citáveis. Cada termo é uma âncora: use o link direto para referenciar numa conversa, num ADR ou numa apresentação.
Característica de arquiteturaility
Qualidade sistêmica que a plataforma precisa exibir para habilitar objetivos de negócio: escalabilidade, disponibilidade, performance, segurança, testabilidade. São as famosas ilities, priorizadas na etapa 2.
Características implícitas
Características que todo sistema sério carrega mesmo sem serem pedidas pelo negócio (feasibility, security, testability, maintainability). Ficam numa trilha própria e não disputam o top 7.
Trade-off
O preço que uma característica priorizada cobra em outra: proteger disponibilidade pode pressionar consistência; simplicidade compete com flexibilidade. Decidir sem nomear o custo não é decidir.
Risk-storming
Técnica colaborativa e visual de identificação de riscos sobre diagramas de arquitetura, criada por Simon Brown (riskstorming.com) e incorporada pelo AARM como etapa 3. Todo o time identifica riscos em silêncio e depois os posiciona sobre o diagrama.
Matriz de priorização
Grade de impacto (1 a 3) por probabilidade (1 a 3). O produto das duas notas define a prioridade do risco, de 1 a 9. Notas 6 e 9 exigem tratamento imediato e viram histórias de arquitetura.
História de arquitetura
Item de backlog que conecta um objetivo estratégico a uma ação técnica através de uma característica, mitigando um risco. Escrita no formato objetivo → característica → tecnologia, com a tecnologia sempre por último.
Linhagem
O rastro que todo item do AARM carrega: objetivo → característica → risco → história. Se um item não se conecta a um objetivo estratégico, provavelmente não deveria estar no topo do backlog.
ADRArchitecture Decision Record
Registro de uma decisão de arquitetura difícil de reverter: contexto, decisão, alternativas e consequências. No AARM, um ADR costuma nascer de um risco durante a escrita das histórias. Numerados em sequência e nunca apagados.
C4
Modelo de diagramação de arquitetura em quatro níveis (contexto, contêineres, componentes, código), de Simon Brown. É o mapa sobre o qual o risk-storming acontece.
Objetivo estratégico
Um resultado de negócio que a arquitetura precisa habilitar, escrito em linguagem de negócio. Confirmados de 3 a 5 na etapa 1, servem de critério de priorização para todo o ciclo.
Risco
Um evento e sua consequência que ameaça uma característica de arquitetura priorizada. Identificado no risk-storming, recebe notas de impacto e probabilidade e, quando alto, vira história de arquitetura.
AARM Sprint
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